domingo, 30 de setembro de 2012

O melhor presente pode "ser" você!

Algumas vezes acreditamos ter muito pouco a oferecer. Quando na verdade, 
nossa "originalidade" pode ser melhor do que qualquer outro presente.


"A maior sofisticação é a simplicidade."
(Leonardo da Vinci)

Vai passar...


It can't rain everyday
It don't rain forever
The sunshine may be gone , but I know
It can't rain everyday
It don't rain forever
(It can't rain everyday - P.O.D)

Nos últimos dias, costumo dizer que o "tempo" em Salvador anda maluco! Do nada, aquele dia ensolarado cede espaço as nuvens "mal humoradas", e em questão de minutos a chuva toma conta do resto do dia. E também não tem sido muito raro, os dias em que chove desde cedo, mas "misteriosamente" pela tarde, o sol resolve "assumir" sua responsabilidade e nos presentear com sua já conhecida intensidade.

Em nossas vidas, também somos surpreendidos muitas vezes por mudanças repentinas do "tempo". O que parecia ser um belo "dia" ensolarado, pode virar a qualquer momento uma forte "tempestade". Mas ainda que você tenha saído de casa sem o "guarda-chuva", pode ficar despreocupado "Não pode chover todo o dia, não vai chover para sempre...".                                                                                                                                                       

sábado, 29 de setembro de 2012

Envelhecer é inevitável...

... ficar "velho" é opcional!



“Não paramos de brincar porque envelhecemos,
envelhecemos porque paramos de brincar”


Lembro claramente que quando era criança, ficava torcendo para "crescer" logo. Na verdade, creio que muitos tinham o mesmo pensamento: ter um emprego bacana (o que poderia ir de médico ou advogado até jogador de futebol, astro do rock ou astronauta), casar e ter filhos (apesar que esse planejamento cabia mais as meninas) e claro sair da casa dos pais. Não preciso nem dizer que morro de rir de lembrar disso tudo, até mesmo porque parece que foi "ontem".

No entanto, o que essa molecada desconhece, é que quando enfim se tornarem adultos, as mudanças podem não ser tão bacanas o quanto imaginam. Chegam as responsabilidades, cobranças, decepções e aquela visão diferenciada da vida (característica peculiar das crianças), muitas vezes "evapora". A realidade do adulto pode ser tão indesejável, que não é comum de se dizer o famoso "Eu era feliz e não sabia", ao ouvir uma criança dizer que gostaria de ser grande.

Eu mesmo já cansei de dizer que se pudesse pegar o rumo inverso e voltar a ter 12 anos, ou mesmo trocar de "posição" com uma criança o faria. Mas a verdade, é que aos poucos vou percebendo que idade e felicidade, alegria, satisfação... não são diretamente proporcionais. A questão é que todas as idades da vida tem suas "primaveras" e cabe a nós aprendermos a vivenciar da melhor maneira o momento. Conheço inúmeros senhores e senhoras extremamente joviais e contagiantes, enquanto que não poucas vezes, me deparo com crianças e jovens tão "rabugentos" quanto o Dr. House.

O segredo talvez não esteja na idade, mas na forma como lidamos com ela. Talvez, lembrar dos inúmeros momentos bons da época em que éramos um "pingo de gente" e sonhávamos ser um astro do futebol ou uma musa do cinema, ajude a adoçar um pouco mais as nossas vidas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma gota d'água no oceano...

... faz a diferença sim!


Alguns dias atrás, me surpreendi ao observar um desses programas de "adestramento" em massa (na tv aberta) passar algo realmente relevante, ao contar a história do "livreiro do Alemão". É assim que Otávio Júnior é conhecido no "Projeto Ler é 10". 

Ele é um desses guerreiros que não deixou se abater pelas adversidades da vida, provando que um gesto simples pode ser extremamente significativo. Acho melhor deixar o próprio se apresentar.


"- Ei, ei... parado você aí! 
- Quem? Eu? 

- É você mesmo. Vai pra onde? 
- Vou trabalhar 

- Que que é isso aí? É droga? 
- Não, mas faz quem usa viajar! 

- É o que? Arma? 
- Não, mas faz quem usa ser mais forte! 

- Que que você vai fazer com isso? 
- Eu vendo isso pra quem tem o poder de compra dos que não podem comprar e ajudo a aplicar no povo, explico o modo de usar. Eu vendo LIVROS cara! 

- É um bom negócio? 
- Honesto e bom, pode crer! E a melhor parte é poder entregar e saber que alguém vai ler. Tem gente que escreve por ego ou só pra fazer firula, meu texto é simples sincero. É tinta que sai da medula..." 

(Linhas tortas - Gabriel, o Pensador)


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Enfrentando fantasmas

Nelson Mandela relata em seu livro Conversas que tive comigo, um sermão que escutou quando ainda estava na faculdade (cursou Direito). A "história" fala de...

"... um homem cuja casa era mal assombrada. O homem fez de tudo para espantar os fantasmas, mas não conseguiu. Então resolveu deixar seu kraal (um povoado rural com cabanas e casas), amoontoou tudo o que tinha numa carroça e saiu procurando outro lugar para morar. No meio do caminho, encontrou um amigo que lhe perguntou: "Para onde você está indo?". Antes que ele respondesse, veio uma voz lá de fora da carroça: "Estamos pegando a estrada, saindo do nosso kraal". Era uma assombração. O homem achou que tinha deixado os maus espíritos para trás, mas eles vieram juntos."


A moral da história é "Não fuja dos problemas, encare-os! Porque se você não lidar com eles, estarão sempre com você. Encare o problema que surgir; enfrente com coragem". Palavras do próprio Mandela.

Muitas vezes agimos assim, acreditando que basta encontrar um outro "lugar", para nos livrarmos das tormentas.

De quais fantasmas você tem fugido?



Fonte

Mandela, Nelson. 2010. Conversas que tive comigo. Editora Rocco.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Depois da curva


Acredito que existam momentos na vida em que as coisas não "possam" se ajustar, não conforme a nossa vontade. Por mais que estejamos preparados, motivados, confiantes... parece que falta algo para se concluir o "quebra-cabeça".

Talvez, sejam nesses momentos que pensamos em "jogar tudo pro alto!". E quem sabe não é nessa hora, que a linha tênue separa aqueles que vão seguir em frente, batalhando, acreditando... daqueles que vão se entregar e ver a vida passar diante dos olhos.

Deixo a música "Depois da Curva" do Pouca Vogal (projeto de Humberto Gessinger e Duca Leindecker), para aqueles que ainda acreditam que caminhando (em passos largos ou não), podem encontrar um "céu azul, sem nuvens" após a curva.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O mundo não é mais como era...



Há pouco mais de 20 minutos presenciei um assalto na rua onde moro. Por "sorte" (se é que nessa situação pode haver sorte) não roubaram a moto de meu amigo, que conversava comigo na porta de minha residência. 

Coincidentemente conversávamos de uma série de coisas, sendo uma delas justamente o problema da educação e como isso interfere em vários aspectos, inclusive a segurança. Foi quando três "elementos" em duas motos se aproximaram, mas acabaram por fazer o retorno, abordando algumas jovens que estavam sentadas na porta de casa. O desfecho da história, não preciso nem dizer, muita indignação, revolta...

A "vovó" tem razão, o mundo (há muito tempo por sinal) não é mais o mesmo! A verdade é que vivemos tempos em que somos privados até mesmo de ficar sentados na porta de casa em um fim de tarde, desfrutando de uma das poucas coisas boas que ainda restam: a amizade.


O efeito de um olhar



Sabe aquele dia em que as coisas não saem como o planejado? Aquele dia em que você sai de casa acreditando que hoje vai ser o "dia", mas não é bem assim que as coisas terminam? Então, hoje foi um dia desses... ou como costumamos dizer "um dia daqueles!".

E foi com aquela cara de menino que não ganhou aquele video-game que tanto queria, que entrei no ônibus, para voltar para casa. Não percebi que havia sentado atrás de um casal, mas logo após ver uma "menininha" linda (que devia ter entre dois e três anos), foi impossível não fitar meus olhos naquela família. 

O curioso é aquela criança, que se encontrava no colo da mãe, ficou me olhando por uns "longos" 60 segundos. Tempo mais que suficiente para que toda chateação, frustração ou qualquer outra coisa que me incomodasse desaparecesse, ainda que momentaneamente.  Não é que o incômodo resultante dessa manhã, tenha sido dissipado totalmente. Mas aquele gesto literalmente inocente daquela "menininha" (da qual lembrarei por um bom tempo), contribui para que o "meu" dia passasse de chuvoso a parcialmente nublado. 

Difícil não se render a um olhar de criança, que mesmo sem saber, consegue trazer paz (através de gestos extremamente singelos) para aqueles que estão a sua volta. Certamente a medicina ainda não encontrou a cura para certas dores. Mas depois de hoje, recomendo 60 segundos de olhar de criança ao menos duas vezes (manhã e noite) ao dia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Atenção... para a falta de atenção!


"Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição..."

Foi em uma canção intitulada "Esperando por mim", que Renato Russo, proferiu as palavras acima. No último álbum lançado (ainda em vida) pela Legião Urbana, A Tempestade (1996), considerado por muitos como o mais melancólico e triste da banda. 

Não sei se a solidão foi de fato o "mal do século" passado, mas sei que ela continua bem presente no atual. Mas como assim? Vivemos em um mundo rodeado de e-mails, mensagens, rede sociais, etc... onde falamos diariamente com o amigo de infância que não vemos a duas décadas, namoramos com alguém que vemos mais pelas conferências das redes sociais do que pessoalmente e somos cobrados por um chefe que vive fora do país e ainda assim, sabe de cada passo que dou no trabalho. 

Certamente essas novas tecnologias são essenciais nos tempos atuais. Mas infelizmente, muito desses adventos quando utilizados de forma equivocada (a depender do ponto de vista), acabam por afastar e/ou isolar as pessoas, ainda que muitos pensem o contrário disso. Pode parecer exagero pensar assim, mas posso falar de casos assim em outras oportunidades. A intenção hoje é de falar que a como a atenção (ou falta dela) podem ser determinantes no futuro das pessoas. Principalmente das crianças, nossas crianças!

Engraçado como estamos tão preocupados em "salvar" o mundo (falo com propriedade devido a minha profissão), em acabar com a fome, reivindicar melhorias para a população, conseguir abrigo para os cãezinhos de rua, etc. Mas muitas vezes, não somos capazes de olhar para o "lado" e solucionar um problema tão simples. Que seja um "oi", um sorriso, um pouco de atenção ao ouvir um problema alheio. O que por vezes temos a oferecer (e julgamos muito pouco), pode ser muito útil para o outro.

Tenho sido agraciado de tempos em tempos com comentários e demonstrações de carinho de pessoas que passaram pela minha vida e vice-versa, que relatam (ainda que apenas com ações) que de alguma forma fui importante em algum momento para elas. A única coisa que me vem a mente nessas ocasiões, é que em algum momento essas pessoas se sentiram importantes seja com uma palavra de apoio, um olhar, um conselho, uma bronca ou mesmo com o meu silêncio.

Não tenho dúvidas de que uma palavra de apoio (quem não tem ou teve uma amigo?) ou mesmo um abraço em certos momentos valem mais que ouro. Porque bater um papo com aquele bom amigo que mora na rua de cima pela internet, se podemos conversar e dar boas risadas com ele na calçada de casa como nos velhos tempos. Encerro, ainda sem saber se Renato Russo tinha razão, mas vale a pena atentar para o que a canção diz. Afinal de contas todos nós estamos "Esperando por um pouco de afeição...". 

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